{"id":590,"date":"2023-09-14T11:28:30","date_gmt":"2023-09-14T14:28:30","guid":{"rendered":"https:\/\/acaciago.com.br\/portal\/?p=590"},"modified":"2023-09-14T11:29:52","modified_gmt":"2023-09-14T14:29:52","slug":"rea-sst-saude-e-seguranca-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaciago.com.br\/portal\/rea-sst-saude-e-seguranca-do-trabalho\/","title":{"rendered":"\u00c1rea SST sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho"},"content":{"rendered":"<h3>O que \u00e9 o Adicional de Insalubridade?<\/h3>\n<p>O Adicional de Insalubridade \u00e9 um benef\u00edcio\u00a0concedido aos trabalhadores que permanecem expostos a agentes prejudiciais \u00e0 sua sa\u00fade e integridade f\u00edsica. A Norma Regulamentadora que define quais s\u00e3o esses agentes insalubres e as condi\u00e7\u00f5es de insalubridade \u00e9 a NR 15, elaborada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que insalubridade e periculosidade s\u00e3o dois\u00a0benef\u00edcios\u00a0distintos, e que o Adicional de Insalubridade n\u00e3o pode ser cumulativo com o de Periculosidade. Dependendo das fun\u00e7\u00f5es exercidas, o trabalhador ter\u00e1 direito a apenas um desses adicionais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, a norma regulamentadora 15 trata apenas do adicional de insalubridade. O adicional de periculosidade \u00e9 tratado em sua pr\u00f3pria norma, a NR 16.<\/p>\n<h3>Qual a origem do Adicional de Insalubridade?<\/h3>\n<p>O Adicional de Insalubridade foi criado pelo governo brasileiro em 1936 com a Lei 185, por\u00e9m, de forma bastante diferente dos termos atuais. Na \u00e9poca, o seu principal objetivo era servir como uma bolsa de aux\u00edlio para que os trabalhadores conseguissem comprar comida, pois acreditava-se que as pessoas mais bem alimentadas eram imunes a determinados tipos de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Contudo, nas d\u00e9cadas seguintes, uma s\u00e9rie de acontecimentos como a cria\u00e7\u00e3o da CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho) em 1943, e a defini\u00e7\u00e3o de que engenheiros de seguran\u00e7a do trabalho e m\u00e9dicos deveriam ser nomeados pelas empresas para inspecionar os ambientes insalubres a partir do ano de 1968, ajudaram a aperfei\u00e7oar o Adicional de Insalubridade.<\/p>\n<p>Esses fatos culminaram na elabora\u00e7\u00e3o da Norma Regulamentadora 15 (NR 15) em 1978, respons\u00e1vel at\u00e9 hoje por determinar quais s\u00e3o as atividades e as opera\u00e7\u00f5es que d\u00e3o ao trabalhador o direito a percep\u00e7\u00e3o do adicional de insalubridade.<\/p>\n<h3>Quem tem o direito de receber o Adicional de Insalubridade?<\/h3>\n<p>Todos os trabalhadores que permanecem expostos aos agentes nocivos listados na NR 15 acima dos limites definidos, ou que laboram nas atividades listadas como insalubre na mesma norma. Por exemplo, ru\u00eddos, produtos qu\u00edmicos e radia\u00e7\u00e3o ionizante podem\u00a0dar ao trabalhador\u00a0o direito de receber o Adicional de Insalubridade, de acordo com a NR 15 e a CLT.<\/p>\n<p>Caso o profissional precise comprovar que o seu ambiente de trabalho \u00e9 insalubre, a melhor alternativa \u00e9 procurar o setor de SST ou Recursos Humanos da empresa, ou ent\u00e3o o sindicato de sua categoria para solicitar que seja feita uma per\u00edcia t\u00e9cnica no ambiente.<\/p>\n<p>Em \u00faltima inst\u00e2ncia, o que ocorre s\u00e3o as famosas a\u00e7\u00f5es trabalhistas, em que o trabalhador exige que receba o adicional que acredita ter direito. Nestes casos, \u00e9 realizada uma per\u00edcia t\u00e9cnica no ambiente, por um perito oficial,\u00a0a fim de verificar se de fato \u00e9 devido o adicional de insalubridade ou periculosidade.<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o os Adicionais de Insalubridade que existem, e como eles funcionam?<\/h3>\n<p>Segundo o que \u00e9 estabelecido pelo artigo 192 da CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis de Trabalho) e pelo item 15.2 da Norma Regulamentadora 15, existem tr\u00eas tipos de Adicional de Insalubridade:<\/p>\n<ul>\n<li>A insalubridade de grau m\u00e1ximo, que consiste em um adicional de 40% sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente.<\/li>\n<li>A insalubridade de grau m\u00e9dio, que equivale a um adicional de 20%.<\/li>\n<li>E por fim, a insalubridade de grau m\u00ednimo, que deve ser representada por um adicional de 10% sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para determinar qual \u00e9 o tipo de insalubridade para cada caso, \u00e9 necess\u00e1rio verificar a atividade exercida, o ambiente de trabalho e os agentes de risco presentes, e consultar os limites de toler\u00e2ncia dos agentes de risco e as atividades indicadas na Norma Regulamentadora 15.<\/p>\n<p>Ainda segundo a NR 15, se houver incid\u00eancia de dois ou mais fatores de insalubridade, ser\u00e1 considerado apenas aquele que possuir o grau mais elevado. A raz\u00e3o para isso consiste na impossibilidade de acumular mais de um Adicional de Insalubridade no sal\u00e1rio de um mesmo trabalhador.<\/p>\n<p>Todavia, caso as empresas consigam eliminar o risco causador da insalubridade, ou ao menos reduzir a sua concentra\u00e7\u00e3o abaixo do limite de toler\u00e2ncia %u2013 atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de medidas de seguran\u00e7a diversas %u2013 , isso pode acabar resultando na suspens\u00e3o do Adicional de Insalubridade.<\/p>\n<p>Ainda, existe a discuss\u00e3o constante se o uso de EPIs que reduzam a exposi\u00e7\u00e3o do trabalhador, eliminam ou n\u00e3o a insalubridade. De acordo com o item 15.4 e seus subitens, a insalubridade ser\u00e1 sim neutralizada e o pagamento do adicional cessar\u00e1.<\/p>\n<p>Entretanto, isso limita-se \u00e0 esfera do direito trabalhista. Mas, a insalubridade \u00e9 tratada ainda no direito previdenci\u00e1rio tamb\u00e9m: algumas situa\u00e7\u00f5es de insalubridade geram percep\u00e7\u00e3o \u00e0 aposentadoria especial (menor tempo de contribui\u00e7\u00e3o para aposentar).<\/p>\n<p>Neste caso, existe jurisprud\u00eancia de que o uso do EPI n\u00e3o tira do trabalhador o direito ao tempo especial de contribui\u00e7\u00e3o para aposentar-se. Isso, independente do pagamento do adicional de insalubridade (que \u00e9 tratado no \u00e2mbito do direito trabalhista, e n\u00e3o previdenci\u00e1rio).<\/p>\n<h3>Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias do pagamento do Adicional de Insalubridade?<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de existir o pagamento\u00a0do Adicional de Insalubridade em si, que varia de 10% a 40% de um sal\u00e1rio m\u00ednimo para cada funcion\u00e1rio que est\u00e1 exposto a situa\u00e7\u00f5es de trabalho insalubres, as empresas que possuem um grau de risco elevado tamb\u00e9m precisam gastar mais com as al\u00edquotas do\u00a0<a href=\"http:\/\/areasst.com\/sat-fap-ntep-seguranca-do-trabalho\/\">RAT<\/a>\u00a0(<a href=\"http:\/\/areasst.com\/sat-fap-ntep-seguranca-do-trabalho\/\">Risco Ambiental do Trabalho<\/a>), que a empresa deve pagar para custeio da previd\u00eancia social.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"http:\/\/areasst.com\/sat-fap-ntep-seguranca-do-trabalho\/\">al\u00edquota<\/a>\u00a0do RAT pode variar entre 1% e 3% sobre o sal\u00e1rio do trabalhador, de acordo com o grau de risco da empresa. No caso das empresas de constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, cuja grande maioria possui o grau de risco mais alto, a tarifa que dever\u00e1 ser paga com os Risco Ambiental do Trabalho tamb\u00e9m ser\u00e1 a m\u00e1xima, que consiste em 3%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os gastos que a empresa tem com o RAT ainda podem receber um adicional de 6%, 9% ou 12% (variando de acordo com o tempo de contribui\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio para receber a aposentadoria), caso o trabalhador tenha direito a uma aposentadoria especial.<\/p>\n<p>Portanto, se a empresa tiver funcion\u00e1rios que estejam efetivamente expostos a agentes nocivos e que realizem uma atividade que d\u00ea a ele o direito a contagem de tempo de\u00a0aposentadoria especial, os custos da contribui\u00e7\u00e3o que deve ser paga mensalmente a Previd\u00eancia Social aumentam consideravelmente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pagamento deste adicional por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 uma confiss\u00e3o de que exp\u00f5e o trabalhador a condi\u00e7\u00f5es insalubres. Assim, caso esse trabalhador apresente complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas futuras, que possam ser relacionadas ao risco a que ele est\u00e1 exposto, o nexo est\u00e1 automaticamente feito: muito dif\u00edcil a empresa n\u00e3o ser responsabilizada por eventuais indeniza\u00e7\u00f5es que o trabalhador venha a pleitear.<\/p>\n<p>Desse modo, em termos financeiros, \u00e9 bastante vantajoso para a empresa investir na ado\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o adequados. Com a utiliza\u00e7\u00e3o correta dos\u00a0equipamentos e a ado\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o adequadas, torna-se muito mais f\u00e1cil neutralizar ou\u00a0eliminar as condi\u00e7\u00f5es de insalubridade, o que resultar\u00e1 em uma diminui\u00e7\u00e3o de gastos acentuada com adicionais ao sal\u00e1rio do trabalhador e tarifas pagas ao INSS.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-380 size-full\" title=\"Equipamento de Protecao salubridade\" src=\"http:\/\/areasst.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Equipamento-de-Protecao-salubridade.jpg\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"http:\/\/areasst.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Equipamento-de-Protecao-salubridade-300x204.jpg 300w, http:\/\/areasst.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Equipamento-de-Protecao-salubridade.jpg 700w\" alt=\"Equipamento de Protecao salubridade\" width=\"700\" height=\"475\" \/><\/p>\n<h3>Qual a import\u00e2ncia efetiva do Adicional de Insalubridade para a Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho?<\/h3>\n<p>O pagamento do Adicional de Insalubridade, al\u00e9m de uma compensa\u00e7\u00e3o ao trabalhador que potencialmente ter\u00e1 sua sa\u00fade comprometida, funciona como uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o das empresas para que estas realizem mudan\u00e7as em seus ambientes, a fim de neutralizar os riscos e agentes nocivos. Desta forma, consequentemente, promover a sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho no \u00e2mbito da corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato de existir um aparato legal que condene estas situa\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso da Norma Regulamentadora 15 e tamb\u00e9m das al\u00edquotas a serem pagas pelas empresas ao INSS devido a aposentadoria especial, facilita para\u00a0que os\u00a0empregadores entendam sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 poss\u00edvel sim afirmar que o Adicional de Insalubridade possui um car\u00e1ter prevencionista, cujo objetivo \u00e9 reduzir o n\u00famero de trabalhadores expostos a agentes prejudiciais a sa\u00fade e tamb\u00e9m reduzir o \u00edndice de profissionais que precisem de uma aposentadoria especial, por exemplo.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que esta situa\u00e7\u00e3o %u2013 o &#8216;<a href=\"http:\/\/areasst.com\/adicional-de-insalubridade-e-adicional-de-periculosidade-riscos-ao-desenvolvimento\/\">pagar para causar doen\u00e7a<\/a>%u201D ao trabalhador, \u00e9 algo que existe somente no Brasil. Em nenhum pa\u00eds avan\u00e7ado, existe um benef\u00edcio a ser pago por expor o trabalhador a condi\u00e7\u00e3o insalubre: simplesmente, n\u00e3o \u00e9 permitido, e a empresa deve adotar as medidas necess\u00e1rias para tornar a atividade salubre.<\/p>\n<h3>Perguntas Frequentes<\/h3>\n<h4>O trabalho noturno tamb\u00e9m d\u00e1 direito ao Adicional de Insalubridade?<\/h4>\n<p>Segundo o artigo 73 da CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho), o trabalho noturno consiste no trabalho que \u00e9 executado entre o hor\u00e1rio das 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Todavia, apesar dessa d\u00favida ser muito comum, este adicional n\u00e3o \u00e9 referente a Insalubridade propriamente dita, mas uma compensa\u00e7\u00e3o aos profissionais que realizam o trabalho noturno, distinto do adicional de insalubridade.<\/p>\n<h4>Existe alguma organiza\u00e7\u00e3o ou institui\u00e7\u00e3o no Brasil que pesquise sobre os riscos desses agentes nocivos?<\/h4>\n<p>Sim, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.abho.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Higienistas Ocupacionais<\/a>, ativa desde os anos 90, \u00e9 a principal institui\u00e7\u00e3o a promover e estudar sobre as implica\u00e7\u00f5es da exposi\u00e7\u00e3o aos agentes nocivos. Apesar de utilizar os limites de toler\u00e2ncia presentes na NR 15, a ABHO permanece realizando pesquisas, com o objetivo de comprovar se esses limites s\u00e3o\u00a0realmente adequados.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o da ABHO de\u00a0TLV%u2019s\u00ae e BEI%u2019s\u00ae, por exemplo (tradu\u00e7\u00e3o oficial da publica\u00e7\u00e3o da<a href=\"http:\/\/areasst.com\/acgih-definicoes-de-saude-e-seguranca-do-trabalho\/\">ACGIH<\/a>), os limites de exposi\u00e7\u00e3o aos agentes s\u00e3o muito inferiores daqueles apresentados na NR 15, pois s\u00e3o atualizados mais frequentemente, sempre de acordo com os trabalhos e pesquisas mais recentes.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/areasst.com\/adicional-de-insalubridade-nr-15\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 o Adicional de Insalubridade? O Adicional de Insalubridade \u00e9 um benef\u00edcio\u00a0concedido aos trabalhadores que permanecem expostos a agentes prejudiciais \u00e0 sua sa\u00fade e integridade f\u00edsica. 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